A Procura Viking

sábado, 25 de dezembro de 2010

Basilisco



Gilber CR Gomes
E ai galera, vim aqui postar o quinto capitulo da nossa historia. No capitulo anterior, vimos como é fácil se apaixonar por garotas bonitas, se você ainda não leu os anteriores confira o começo dessa misteriosa historia, espero que gostem. Esse capitulo começa com a seguinte afirmação.

O melhor de ser jovem é ter tempo de sobrar para viver sem rumo, sabendo que se tem tempo pra retomar as rédeas da vida sem sofrer as conseqüências!



Capitulo-5





Sem Rumo
Lá estava eu, sentado na beira da praia olhando aquela deusa furar as ondas. Ela parecia rir de tudo. Disse-me que queria se divertir um pouco, por trabalhar a noite sempre dormia o dia todo e não tinha tempo de ir à praia. Não custa nada né?
Ela saiu do mar e veio em minha direção como uma sereia. Joguei a toalha pra ela e ela enxugou os cabelos.
- Quero te dar um presente. – Ela disse, assim de repente.
- Hã??? –
- Um presente, não quer? –
- Claro! O que é? –
- Não posso dizer, é surpresa! –
- Tá bem. –
- Só tem uma coisa. – Ela falou com tom de condição. – Vai ter que fazer o que eu mandar. –
- Como assim? –
- Você vai ver. –
Ela segurou minha mão e me puxou.
- Sabe onde podemos arrumar um carro? –
- Pra que precisa de um carro? –
- Eu já disse, é segredo! –
- Tá bom, tá bom! Vamos à casa dos pais do Toni! - Falei.
Quando lá chegamos, inventei uma historia pro Toni me emprestar o carro. Pegamos algumas roupas e dinheiro. E seguimos viagem.
           
Caro leitor, quero fazer uma observação, eu nunca faria uma coisa radical desse tipo. Eu sou um pouco desconfiado de tudo. É por isso que eu digo que essa mina mexe com a minha cabeça. Por que nesse momento eu tava pirando com a adrenalina de fazer algo assim sem planejamento. Ela me faz achar que posso todas as coisas. E eu gostava dessa sensação.
Viajamos até o anoitecer, ela ia me dando as coordenadas, e eu dirigia.
- Emily, to morrendo de sono! – Olhei pro lado e ela já tinha debruçado a cabeça no meu ombro. Prendi o ar.
                                 
- Eu também! Estaciona na praia. – Ela falou.
- Como assim, agente pode ficar num hotel. –
- Faz o que eu digo! – Ela disse sonolenta.
- Beleza. –
Parei o carro na areia e ela me olhou como se tivesse acabado de acordar.
- Vamos dar uma volta na praia. – Ela sugeriu.
- Isso faz parte do seu plano secreto. – Disse. Ela riu.
- Larga de ser bobo! Se continuar assim vou te chamar de Mr chato! – Ela falou.
Saímos do carro com esse clima legal. Tranquei o carro e caminhamos pela beira-mar.
- E ai, Mr chato. Qual é a sua historia? –
- Minha historia não é muito interessante, sou um cara normal com um carro normal e uma mina maluca. - Ela riu.
- Tá legal! – Ela disse. – Vi um foto do seu pai, ele é agricultor? Tava com uma pá na mão. –
- Meu pai é o melhor pedreiro da minha cidade. Eu só estudo arquitetura por causa dele. –
- Que bonitinho! Você deve ser o orgulho da família. –
- Que nada, sou a ovelha desgarrada. Eles queriam que eu ficasse na minha cidade natal. Mas eu era fascinado por independência. –

- É mesmo Mr chato? – Ela pôs as mãos na cintura fez uma cara divertida.
- Por incrível que pareça, mas e você? –
- Nasci em Londres, e vim pro Brasil conhecer meu pai. Minha família não é muito rica. Por isso pensei em ter uma vida melhor aqui. –
- Tá maluca?! – Disse a ela. – Saiu de Londres pra vim pro Brasil?  -
- É... minha mãe me dizia que meu pai tinha dinheiro. Mas nunca o encontrei. –
- Que barra, heim! –                                                        
- Sabe de uma coisa, eu cansei e ficar choramingando pelos cantos e resolvi curtir a vida. –
- Agora entendi o porquê da sua maluquice aguda. – Ela me deu uma tapa no ombro com uma cara de sapeca.
- Perdeu a noção do perigo? – Ela disse como um jeito das meninas da quinta serie.
Ela veio pra cima de mim, e eu me esquivei de mais um tapa. Agente correu a praia inteira como duas crianças fazendo cócegas uma na outra, jogando areia e essas cosias de amigos, e talvez se não fosse a minha falta de experiência com as mulheres nós tivéssemos avançado para algo mais que amigos.
Dormimos no carro e pela manhã seguimos viajem completamente sem rumo. Nós fizemos de tudo no caminho, menos o que eu mais queria. Nós fingimos que éramos gringos, entramos numa loja de roupa vestimos as roupas e saímos sem pagar. Ela me fez bater no traseiro de um touro enorme enquanto ele tentava cruzar com a vaca. (Ele QUASE me pegou). Tomamos banho de cachoeira, fingimos que estávamos transando no carro em movimento, só para ver a reação dos motoqueiros que passavam por nós. (Um deles sofreu um acidente). Escalei uma arvore para pegar fruta, cai e ela cuidou do meu machucado no joelho. E em fim chegamos ao lugar esperado.
- É aqui! – Disse ela.
- Nesse atalho? –
- É, pode subir. –
Subimos uma montanha e chegamos ao topo, era um ótimo local para um piquenique, mas naquela hora da noite não havia ninguém ali.
A única luz em quilômetros eram os faróis do meu carro. O silencia da floresta ela ensurdecedor. Eu estava maravilhado, era o céu mais lindo que já tinha visto. O mais incrível era que eu não parava de ver estrelas cadentes. Deitei no capô do carro e fiquei observando o céu.
- Como descobriu esse lugar? –
- Às vezes quando olho um caminho gosto e ver no que vai dar o final. – Respondeu. Ela colocou uma musica bem legal, nunca tinha ouvido. Era bem parecido com os Beatles, mas era um pouquinho mais moderno.

‘‘ Deve ser da terra dela’’

Não sabia exatamente o que dizia aquela letra, mas de alguma forma sabia que falava de amor, por que foi esse o sentimento que provocou em mim.
Ela se deitou ao meu lado.
- Olha quantas estralas cadente! – Disse como um guri bobo ao ver o presente que ganhou de natal.
- Eu chamo esse lugar de Vale dos desejos! –
- É lindo! –
- Vamos lá faça! –
- O que? –
- Um desejo! – Ela disse.
Fechei os olhos por um segundo e me assustei quando os abri, ela estava encima de mim, com a boca a cinco milímetros da minha.
Os olhos de Emily pareciam queimar, e eu não consegui dizer não ao calor de sua respiração. Eu a olhei da maneira mais intensa que já tinha olhado para alguém. Olhei bem aqueles penetrantes olhos azuis que pareciam me penetrar à alma e enxergar tudo o que sinto. Diante deles eu me sentia exposto como sempre quis está. Toquei seu rosto e implorei aos céus para que o tempo parasse. A musica que ouvíamos chegou ao refrão, e pelo som da guitarra vi que não eram os Beatles. E foi sob a emoção daquela musica, e sob os embalos do meu coração que uma estrela cadente cruzou o céu, abençoando aquele momento que eu nunca esqueceria.
E foi então que, instantaneamente, meu desejo se realizou. 

E em fim ganhei meu presente.......   




Continua....

11 comentários:

  1. Cara, muito boa sua narrativa. Você descreve muito bem as coisas, e consegue prender o leitor até o fim, deixando vontade ler mais e mais....

    Parabéns!
    http://estacaoprimeiradosamba.blogspot.com/

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  2. NOSSA! Que foda, pode tratar de me mandar a continuação hahaha

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  3. Nossa bem legal isso aêe. rsrsrs =)

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  4. narrativa ágil e interessante

    parabéns pelo blog

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  5. nossa muito legal :D

    vou até ler os outros!!

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  6. Muito interessante a sua história, gostei muito.


    http://ramanavimana.blogspot.com/

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  7. Muitoo lindoo!
    Ameei .. seguindooo
    Seguee tbeeim
    http://dapraentende.blogspot.com/
    Bjoos

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  8. Muito boa a sua história, As fotos no meio das conversações e das narrativas, prende o leitor e você ainda escreve muito bem. parabéns e escreve logo o resto.

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  9. Não li os capítulos anteriores até agora, ainda não conhecia o blog, mais escreve muito bem. Parabéns
    http://olhaissonet.blogspot.com

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